Bispo explica perigos de ordenar sacerdotes casados na Amazônia

Vaticano, 10 Out. 19 / 10:40 am (ACI).- O Bispo Prelado de Moyobamba (Peru), Dom Rafael Escudero López-Brea, explicou sobre os perigos de ordenar idosos casados, os chamados viri probati, como sacerdotes na Amazônia.

Em seu discurso no Sínodo da Amazônia, Dom Escudero indicou que a solução proposta pelo Instrumentum laboris ou documento de trabalho “é estudar a possibilidade de ordenar homens idosos casados, concedendo-lhes apenas a tarefa de administrar os sacramentos, mas não diz nada sobre a tarefa de ensinar e governar. Consequentemente, faz-se uma separação entre munus sanctificandimunus regendi e munus docendi”.

A intervenção do Bispo se referiu ao documento de trabalho do Sínodo no número 129.2, que assinala: “Afirmando que o celibato é uma dádiva para a Igreja, pede-se que, para as áreas mais remotas da região, se estude a possibilidade da ordenação sacerdotal de pessoas idosas, de preferência indígenas, respeitadas e reconhecidas por sua comunidade, mesmo que já tenham uma família constituída e estável, com a finalidade de assegurar os Sacramentos que acompanhem e sustentem a vida cristã”.

A novidade estaria no fato de que “os homens idosos casados ordenados suporiam uma espécie de sacerdócio de segunda categoria e se reduziria a identidade do sacerdote católico a uma mera funcionalidade sacramental”.

Deste modo, o bispo lamenta que “o sacerdote, de ser pastor da comunidade, fonte de conselho, mestre de vida cristã, presença próxima de Cristo, passaria a ser um mero funcionário de Missa”.

Dom Escudero também insistiu na necessidade de “uma evangelização que anuncia Jesus Cristo como o único salvador dos homens, povos e culturas”.

Da mesma forma, o Prelado de Moyobamba enfatizou que “não faltam hoje vocações e sacerdotes nas dioceses e congregações religiosas que se formam na sã doutrina da Igreja e vivem uma autêntica espiritualidade cristã”.

Fonte: ACI DIGITAL

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