Eucaristia: As prefigurações da Eucaristia começam na antiga aliança

As prefigurações da Eucaristia começam na antiga aliança, onde o pão e o vinho são oferecidos em sacrifício entre as primícias da terra, em sinal de reconhecimento ao Criador; na festa dos pães ázimos que Israel come cada ano na páscoa comemorando a pressa da partida libertadora do Egito (cf. Dt 8,20; 12,7). No Novo Testamento Jesus a anuncia em seu ensinamento e a institui celebrando com os seus Apóstolos a Última Ceia durante um banquete pascal, selando a nova aliança, sendo verdadeiro alimento e verdadeira bebida para a remissão dos pecados (cf. Jo 6, 48-55). A Igreja, fiel ao mandamento do Senhor, “Fazei em minha memória” (cf. Lc 22, 19; 1 Cor 11,24), sempre celebrou a Eucaristia, sobretudo no Domingo, dia da ressurreição.

A Eucaristia é o ápice de toda vida cristã, atinge o clímax da ação santificante de Deus para conosco e o nosso culto para com ele. É o sacrifício do Corpo e do sangue de nosso Senhor Jesus Cristo a fim de perpetuar o sacrifício da cruz até seu retorno. Confiado à sua Igreja, a Eucaristia é sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade e banquete pascal em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da glória futura. Ela encerra todo o bem espiritual da Igreja: o mesmo Cristo, nossa Páscoa. Mediante a celebração eucarística, já nos unimos à liturgia do Céu e antecipamos a vida eterna.

O Concílio de Trento resume a fé católica declarando: Porque Cristo, nosso Redentor, disse que o que Ele oferecia sob a espécie do pão era verdadeiramente o seu corpo. O sagrado Concílio declara: pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue; a esta mudança, a Igreja católica chama, de modo conveniente e apropriado, transubstanciação.

A Eucaristia aumenta a nossa união com Cristo e a Igreja, conserva e renova a vida de graça recebida no Batismo e na Crisma e nos faz crescer no amor para com o próximo. Fortifica-nos na caridade, cancela os pecados veniais e nos preserva de futuros pecados mortais. O ministro do sacramento da Eucaristia é o bispo e o presbítero, validamente ordenado, que age na Pessoa de Cristo Cabeça e em nome da Igreja.

A celebração Eucarística desdobra-se em dois grandes momentos, que formam um só ato de culto: a liturgia da Palavra, proclamação e escuta da Palavra de Deus; a liturgia eucarística compreende a apresentação do pão e do vinho, a oração eucarística, que compreende a apresentação do pão e do vinho, a oração ou anáfora, que contém as palavras da consagração e a participação do banquete eucarístico.

A matéria da Eucaristia é o pão ázimo e o vinho, ao último deve ser acrescido um pouco de água. A fórmula para o pão a saber: “Tomai todos e comei: isto é o meu corpo que será entregue por vós”. Depois para o vinho: “Tomai todos e bebei: este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos para a remissão dos pescados. Fazei isto em memória de mim”.

Pe. Sidnei Rodrigues Ribeiro

Revisão: Pe. Wilson Cardoso de Sá

 

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