MINHA DEVOÇÃO, MEU TESTEMUNHO DE FÉ.

            José Aparecido dos Santos, conhecido popularmente por “Cido”, é comerciante, casado, pai de quatro filhos e morador da cidade de Batayporã – MS. O que nos chama a atenção é sua devoção a Nossa Senhora Aparecida, e a tradição criada em rezar o Santo Terço em sua honra, todos os dias 12 de Outubro, que é a data dedicada à nossa Mãe Aparecida.

            Tudo começou com a sua avó, que sempre devota de Nossa Senhora Aparecida, rezava todos os dias o Santo Terço às 12h, com a ajuda da Senhora Laura. Na ocasião, eram convidados para este momento apenas alguns vizinhos e conhecidos da família. Após o momento de oração, eram entregues às crianças alguns doces e cachorro quente.

             No ano de 2004, sua avó faleceu e sua preocupação era manter viva a tradição do momento de oração, iniciado por ela. Mesmo sem nunca ter ido ao Santuário Nacional de Aparecida, o senhor Cido já manifestava sua devoção a Nossa Senhora, graças aos testemunhos transmitidos por sua avó.

           Em meio a estas situações, seu comércio abriu falência, porém sua fé continuou. Um exemplo concreto de sua devoção é uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, que sempre esteve em um local de destaque em seu estabelecimento. Com as dificuldades financeiras se aproximando, o senhor Cido começou a trabalhar de diarista, servente de pedreiro, entre outros serviços.

          Certa vez, se preocupando com os preparativos para o momento de oração, pediu para que a senhora Laura o ajudasse, entretanto, a mesma se encontrava enferma e dependente de uma cadeira de rodas. Mesmo com todas as dificuldades, Laura não mediu esforços e logo se dispôs a ajudá-lo nos preparativos. A fé, a oração e a devoção em Nossa Senhora eram tão grandes que no ano seguinte, a senhora Laura pôde ajudá-lo em mais um dos momentos devocionais, porém, desta vez, com a saúde recuperada e sem depender da cadeira de rodas.

           Cido e sua família tiveram sua primeira oportunidade de visitar o Santuário Nacional de Aparecida no ano de 2012, graças a um grupo de excursão de uma cidade vizinha. A viagem em preparação à festividade de Nossa Senhora foi marcada por momentos de muita emoção e fé. Pela primeira vez puderam comprar lembranças diretas do Santuário para serem entregues na comemoração que realizava com a ajuda de voluntários.

          No dia 12 de Outubro daquele mesmo ano, sua preocupação além do momento de oração, era também os presentes que sempre eram entregues às crianças. Fez então uma promessa, pedindo para que Nossa Senhora intercedesse por eles para que, mesmo com as dificuldades que estavam passando, sua tradição não fosse quebrada e que naquele dia, o momento devocional acontecesse normalmente.

          Misteriosamente, algumas pessoas o procuraram e fizeram doações de alimentos e doces para que o momento de oração e partilha pudesse acontecer. Essa foi a resposta de Nossa Senhora ao pedido feito por ele, e a partir daquele dia, todos os seus problemas acabaram. Não somente conseguiu reabrir seu comércio, como foi possível realizar uma reforma de ampliação do local.

         A festa virou tradição na cidade e atualmente, graças à ajuda de voluntários e da comunidade paroquial de Batayporã, o momento de oração pode ser realizado anualmente no dia 12 de Outubro. O momento tem por objetivo a récita do Santo Terço, em honra a Nossa Senhora Aparecida, e logo após são servidos: cachorro quente, carne assada com mandioca e doces diversos para todas as crianças presentes. O Santo Terço é conduzido pela senhora Tereza Dan que anualmente ajuda com os preparativos deste dia. Com a parceria de algumas empresas, é disponibilizado pula-pula para as crianças, e para os adultos é passado um filme sobre a história de Nossa Senhora Aparecida.

           Que Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil e nossa Mãe, continue abençoando a família do senhor Cido, e de todas as famílias e devotos, que assim como ele, também receberam bênçãos e graças sob sua interseção.

Seminarista Leonildo Fiumari Neto

 

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