Movimentos

A IMPORTÂNCIA DOS MOVIMENTOS NA IGREJA

“ Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo” ( 1 Cor 12, 4)

A proposta do Apostolo Paulo para a vida em comunidade descrita neste versículo acima não se insere na lógica de mercado em que cada “vendedor ou representante” de algum bem considera o seu produto melhor e/ou superior aos demais. Pelo contrario, sugere partilha e comunhão.

Neste contexto se inserem os movimentos na Igreja que tem ênfase na Espiritualidade crista.

Muitos foram os Cardeais que ao se referir aos movimentos na Igreja usaram a expressão: “Os movimentos são uma nova primavera na Igreja ” ou “ um novo pentecostes”. Numa de suas visitas a Fatima, em Portugal no ano de 2006 o Papa Bento XVI dizia que: “Os portadores de um carisma particular devem sentir-se fundamentalmente responsáveis pela comunhão, pela fé comum da Igreja e devem submeter-se à guia dos Pastores ”.

Tal como as pastorais, os movimentos são importantes na vida da Igreja.

Mas afinal de contas, Por que os Movimentos são importantes na vida da Igreja?

No dia 14 de junho de 2016 o Vaticano apresentou em Conferência de imprensa a nova carta “ Iuvenescit Ecclesia” ( Rejuvenesce Igreja ) , sobre os vários movimentos de vida cristã existentes dentro da Igreja Católica. Acompanhemos abaixo uma parte da reflexão que esta carta nos oferece acerca dos Movimentos.

“ Neste contexto é útil lembrar quanto os dons carismáticos podem ser diversos entre si, não só pelas suas características específicas, mas também pela sua extensão na comunhão eclesial. Os dons carismáticos «são dados ao indivíduo, mas também podem ser partilhados por outros e de tal modo perseveram no tempo como uma herança preciosa e viva, que gera uma afinidade espiritual entre as pessoas»[63]. A ligação entre o carácter pessoal do carisma e a possibilidade de participação nele exprime um elemento decisivo da sua dinâmica, na medida em que tem que ver com a relação que, na comunidade eclesial, liga sempre a pessoa e a comunidade[64]. Na sua prática, os dons carismáticos podem gerar afinidade, proximidade e parentescos espirituais, através dos quais se pode participar no património carismático a partir da pessoa do fundador e aprofundá-lo, dando vida a verdadeiras e autênticas famílias espirituais. As agregações eclesiais, nas suas variadas formas, apresentam-se como dons carismáticos partilhados. Movimentos eclesiais e novas comunidades mostram como um determinado carisma originário pode agregar fiéis e ajuda-los a viver plenamente a própria vocação cristã e o próprio estado de vida ao serviço da missão eclesial. As formas históricas concretas desta partilha podem em si ser diversificadas, pelo que, a partir de um carisma originário, fundacional, possam surgir várias fundações, como mostra a história da espiritualidade.” ( Iuvenescit Ecclesia n. 16 )

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