Os Sete Sacramentos

Os sacramentos

Jesus Cristo, Aquele que redimiu o mundo com a Sua Morte e Ressurreição, instituiu a Santa Igreja, Seu Corpo Místico, para levar a salvação por Ele conquistada, a todos os homens de todos os tempos e lugares. Ele deu a seus Apóstolos, hoje os nossos Bispos e seus colaboradores, a missão de levar a salvação a toda a humanidade, pela pregação do Evangelho e celebração dos Sacramentos.

O Concílio Vaticano II chama a Igreja de “Sacramento universal da salvação” (LG 4). Quando a Igreja nos batiza, é Cristo mesmo que nos batiza; quando a Igreja nos perdoa pela Confissão, é Cristo mesmo que nos perdoa, a Igreja é caminho e sinal que leva a salvação para todos, sem distinção, sendo Cristo o seu único mediador (LG18).

A palavra sacramento tem sua origem no grego “mysterium”, que traduzida para o latim em dois termos, “mysterium” e “sacramentum”, exprime o sinal visível da realidade escondida da salvação. Portanto, os sacramentos são sinais eficazes de salvação de Cristo que se manifesta e age nos sacramentos da Igreja[1].

Os sacramentos, instituídos por Cristo e confiados à Igreja, são sinais eficazes da graça de Deus. Os ritos visíveis sob os quais são celebrados significam e realizam as graças próprias de cada sacramento naqueles que os recebem com as devidas disposições. A Igreja celebra os como comunidade sacerdotal estruturada pelo sacerdócio batismal e pelo sacerdócio dos ministros ordenados. O fruto da vida sacramental é ao mesmo tempo pessoal e eclesial. É para cada fiel uma vida para Deus em Cristo Jesus e para a Igreja crescimento na caridade e em sua missão de testemunho[2].

Os sacramentos destinam-se à santificação dos homens, edificação do corpo de Cristo e, também para prestar culto a Deus; como sinais, destinam-se também à instrução. Não só supõe a fé, mas também a alimentam, fortificam e exprimem por meio de palavras e ritos, razão pela qual se chamam “sacramentos da fé”[3].

Todo sacramento age ex opere operato (por efeito da própria obra), fórmula que significa que o sacramento é canal da graça por efeito do próprio rito, pois é Cristo, o Ministro principal, que garante a autenticidade do rito desde que se utilizem a matéria e a forma. Cristo age nos sacramentos independente da santidade ou do pecado do ministro humano, o que se requer do ministro humano é que seja validamente ordenado aplique a forma e tenha a intenção de fazer o que Cristo faz, mediante a Igreja.

O elemento material dos sacramentos são: água, óleo, pão e gestos, ao passo que a palavra interpretativa foi chamada “forma do sacramento”, pois é ele a quem dá a configuração teológica à matéria utilizada[4].

Na próxima postagem APROFUNDAREMOS O SENTIDO DA INSTITUIÇÃO DOS SACRAMENTOS.

Pe. Sidnei Rodrigues Ribeiro

Revisão: Pe. Wilson Cardoso de Sá

[1] Cf. CAT, nº 774-775.

[2] Cf. Ibid, nº 1131, 1133 e 1134.

[3] Cf. SC, nº 59.

[4] Cf. Ibid, p. 39.

Categorias: Formação

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